5 ideias “Fora-da-Caixa” para financiar o seu negócio

 

A ideia surge, o plano é traçado e as metas estabelecidas. Nada parece colocar-se à frente do seu negócio. Como é que alguém rejeitaria financiar uma ideia que você vê ser boa? Contudo, não são raras as vezes em que empreendedores procuram financiamento através de métodos tradicionais mas não o conseguem. Felizmente, têm surgido novas alternativas. Vamos conhecê-las?

 

  • Microcrédito: Maximize pequenos montantes

De grão-a-grão enche a galinha o papo e de euro-a-euro consegue financiar o seu negócio. Claro, tudo depende da “empreitada” e dos valores que ela exige. Mas se o seu negócio exigir montantes reduzidos, uma boa opção pode ser o microcrédito. A adesão é fácil, as taxas de juro costumam ser baixas e ainda pode usufruir de um período de carência de capital. Em contrapartida, necessitará de um fiador. Mas, se precisar de um financiamento que vá até aos 20.000 €, esta é uma opção a considerar. E há associações em Portugal que o podem ajudar: a Associação Nacional de Direito ao Crédito, por exemplo.

  • Crowdfunding: A “multidão” que financia o seu negócio

Se acredita de facto na sua ideia, então não terá grandes problemas em conseguir fundos desta forma. No Crowdfunding mais fica a ganhar, quanto melhor apresentar o seu projecto. Isto porque, em plataformas como a Indiegogo e a Kickstarter, há-que ter em conta uma série de factores: a sua ideia (claro!), o prazo de angariação e o financiamento mínimo necessário. Como em tudo, contudo, não há bela sem senão: há sempre um grau de incerteza no montante a conseguir e não é um financiamento que o vá sustentar no longo prazo. No entanto, se é bom a “vender o seu peixe” a completos estranhos…vá em frente.

  • Venture Capital/Business Angels: Às vezes um parceiro é tudo o que é preciso

Para ideias “out-of-the-box” às vezes é preciso encontrar investidores que pensem de maneira “diferente”. As empresas de Venture Capital ou os Business Angels podem ser opções para quem tenha uma ideia de negócio que não tenha convencido os mais conservadores. Há, todavia, diferenças a considerar: os Business Angels são investidores privados que apostam o seu capital próprio, enquanto uma “venture capital” é uma empresa de capital de risco.

Além disso, um “business angel” por norma exige uma participação bastante mais activa na empresa. Pode querer até tornar-se sócio, fornecendo em contrapartida a sua rede de contactos, conhecimento e experiência, além do capital. Na “venture capital” o acompanhamento é, por norma, mais técnico e distanciado.

  • Crédito Pessoal: Juros mais altos, mas liberdade na aplicação

É algo que muitos empresários não sabem, mas é possível financiar a sua empresa através de crédito pessoal. Como? Basta pedir um crédito pessoal sem finalidade. Sim, este tipo de crédito permite-lhe uma maior liberdade na justificação dos fins em que o vai usar. E, fechando-se outras portas, esta é uma opção a que pode recorrer. E, neste caso, pediria a um empréstimo sem garantia. No entanto, é natural que pague juros um pouco mais elevados, para fazer face ao risco contraído pelo banco ao ceder este tipo de financiamento. O melhor mesmo é analisar aqui todas as opções existentes no mercado.

  • Plataformas online: A “nova vaga” dos empréstimos “digitais”

Já existem plataformas que permitem empréstimos “Peer-to-Peer”. Não são crowdfunding, uma vez que quem empresta dinheiro espera obter retorno financeiro. Estas empresas, uma vez que incorrem em custos reduzidos por operarem apenas online, possuem uma vantagem relativa ás instituições financeiras tradicionais. Ou seja, por regra têm taxas de juro mais apelativas. Contudo, e como são plataformas que tendem a atrair clientes com score de crédito baixo, o risco de default é relativamente elevado. E isso afasta potenciais investidores. Contudo, são cada vez mais uma opção alternativa para conseguir crédito.

Há exemplos de empresas do género que funcionam como plataforma de ligação entre financiadores e financiados: entre as mais conceituadas estão a Zopa, a Prosper e a Lending Club.

Portanto, é tudo uma questão de ser imaginativo e lançar-se à busca de novas fontes de financiamento. Numa economia onde os canais tradicionais estão cada vez mais “entupidos”, pensar fora da caixa equivale a ver a luz ao fundo do túnel.

Este artigo foi produzido pela ComparaJá.pt, uma plataforma de comparação de produtos financeiros

Pedro Eugénio

Mestrado Integrado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores na Universidade de Coimbra

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Author: Pedro Eugénio

Mestrado Integrado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores na Universidade de Coimbra

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