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Inside an Entrepeneur – Sofia Figueiredo (1)

Este mês na nossa rubrica Inside an Entrepeneur temos Sofia Figueiredo. Abaixo temos um pequeno questionário respondido pela mesma.

Este mês na nossa rubrica Inside an Entrepeneur temos Sofia Figueiredo. Abaixo temos um pequeno questionário respondido pela mesma.

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Quem é e o que faz?

Chamo-me Sofia Figueiredo, sou sócio gerente da Other Things, Unipessoal.  Sou a responsável pela gestão da empresa, nomeadamente  gestão financeira e supervisão de projectos em desenvolvimento e implementação.

Sendo mãe a tempo inteiro, como gere o seu tempo?

A minha gestão de tempo definiria como pouco recomendável, sendo uma mãe que considera fundamental o acompanhamento dos filhos no que concerne à sua educação e formação e que assegura uma inteira gestão familiar, ter uma actividade profissional não é propriamente uma  tarefa simples.

Aproveito todos os tempos livres para executar tarefas, respondo-o a emails na fila do supermercado, leio legislação enquanto espero pelo atendimento num serviço. Como agenda principal uso no telemóvel o Outlook para marcar as actividades mais importantes como lembrete de véspera para ter a certeza que nunca me atraso. Depois uso “To do lists”, para tudo o que se possa imaginar em casa, desde as coisas mais básicas como as compras semanais até as necessidades especificas  de cada um dos membros da família, sou eu que tenho o controle de tudo, à medida que está no “quase necessário” vou apontando. Estes apontamentos andam sempre comigo, quando tenho algum tempo livre entre actividades vou executando estas tarefas. É normal não almoçar e aproveitar esse tempo para eliminar itens das muitas “To do lists”. Depois tenho os “velhos métodos de agenda” no carro, como cartões de visita e folhas de rascunho que uso anotar sempre que recordo de aspecto relacionado como o trabalho.

Quando as actividades aumentam e o tempo mantêm-se igual, temos necessariamente de selecionar actividades em detrimento de outras. Normalmente relegamos para segundo plano as que nos dão menos prazer. Convém realçar que existem aspectos da vida pessoal que nesta gestão de  tempo são inevitavelmente atingidos.Tenho uma regra de ouro, ser flexível quando me apercebo que tenho de parar.

O que tem no seu local de trabalho e na sua secretária?

Os dois locais fixos onde trabalho estão organizados de forma diferente, na sede da empresa tenho tudo muito organizado, levo apenas a documentação necessária para trabalhar no período em que estou lá, contudo no escritório está mais desorganizado principalmente em  determinados períodos.

Elementos indispensáveis no meu local de trabalho para além das ferramentas, tenho de ter muita luz, musica e bastante água.Tenho um ou 2 livros de consulta permanente porque os mesmo ainda não existem em versão digital,  este é o formato que mais utilizo a nível de consulta bibliográfica. No que concerne a pesquisa de informação recorro à Web.

Que ferramentas considera como indispensáveis no seu dia a dia?

Tenho várias, começando por uma ordem cronológica de necessidade, computador, telemóvel, carro, caneta e lápis.

Qual é a sua ferramenta de trabalho de sonho?

Nesta questão em concreto e como estamos a falar de uma “ferramenta de sonho”, supostamente subentende-se será algo mais difícil de conseguir pela qual a minha resposta era um Helicóptero. Para que as viagens que tanto tempo ocupam e tão penosas às vezes se tornam, pudessem ser mais rápidas e fáceis de fazer.

Qual o seu espaço de trabalho de sonho?

Não tenho espaço de sonho,  onde estou a  trabalhar é sempre o meu espaço ideal. Existe uma maior independência em determinadas actividades de um espaço físico para trabalhar, fruto da tecnologia que nos põe em comunicação e a trabalhar em qualquer lado. É possível estar nos locais mais inimagináveis segundo o padrão tradicional de local de trabalho (escritório)  a trabalhar. Existem sectores em que tal não é  possível, não podemos gerir uma empresa com muitos trabalhadores sem estarmos presentes, nas “industrias criativas” é possível porque a maioria do trabalho está dentro do computador e não existem relação de hierarquia institucionalizada, mas sim um trabalho de equipa .

O que é que sempre quis ser?

Sempre tive interesses bastantes diversificados, fiz o ensino secundário na área ciências naturais e disciplinas como física, química e biologia ainda hoje fazem das minha áreas de interesse. Frequentei o primeiro ano de Radioterapia contudo a realidade com a qual somos confrontados na saúde criou-me a consciência que não era aquela a minha via profissional embora tenha  mantido a ligação à saúde através de voluntariado em hospitais. Desde criança que brincava à “gestão empresas”, simulando reuniões e gerindo as minhas empresas imaginárias. Optei por fazer a minha formação nessa área, exercendo cerca de 5 anos funções na financeira até criar “Other Things”.

A arte só começou a ser encarada como uma possibilidade de “negocio”, quando decidi criar a empresa. Desde sempre as actividades artística e culturais fizerem parte dos gostos pessoais e das minhas vivencias, mas numa perspetiva de lazer e formação não numa vertente profissional. É uma área que me satisfaz imenso estar ligada. Conciliar a gestão com a artes foi realizar um “sonho”, transformando o trabalho numa fonte de prazer.

O que considera fundamental para se ser bem sucedido?

Actualmente existe alguma dificuldade em falar de sucesso. Estamos mais numa fase de sobrevivência do que propriamente grandes sucessos, nomeadamente quando nos referimos a “start up”. Generalizando o que eu considero como factores potenciadores do sucesso, são o espírito empreendedor, ser o mais destemido possível mas com uma consciência da realidade brutal para evitar cair em erros. Ser lutador, é fundamental a perseverança (acreditar que é possível). Ter conhecimento e estar rodeado de fontes de conhecimento ( incluindo recursos humanos). Ter sorte.

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7 Agosto 2011 | Administrador