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Invenção portuguesa da década é da Universidade de...

Patente da Universidade ligada ao desenvolvimento de novos compostos para melhorar a eficácia da terapia fotodinâmica no tratamento oncológico ganhou o prémio na área da saúde e foi ainda considerada a invenção portuguesa da...

Patente da Universidade ligada ao desenvolvimento de novos compostos para melhorar a eficácia da terapia fotodinâmica no tratamento oncológico ganhou o prémio na área da saúde e foi ainda considerada a invenção portuguesa da última década, sendo vencedora absoluta de entre os 15 projectos finalistas.

A patente da Universidade de Coimbra (UC) “Nouveaux derives de porphyrine, notamment chlorines et/ou leurs applications en therapie photodynamique” foi a vencedora de dois prémios INVENTA – Prémio Caixa | INPI, entregues ontem em cerimónia realizada no edifício sede da Caixa Geral de Depósitos, em Lisboa. A patente venceu a categoria “Novos Desafios na Saúde”, arrecadando o Prémio INVENTA.san no valor de 15 mil Euros, e foi ainda a vencedora absoluta entre os 15 projectos finalistas, arrecadando mais 25 mil Euros.

Foram os estudos levados a cabo no Departamento de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC pelos investigadores e docentes Luís Arnaut, Mariete Pereira, Sebastião Formosinho e Carlos Monteiro e pelo investigador e docente da Faculdade de Farmácia da UC Sérgio Simões que permitiram descobrir e desenvolver compostos cerca de 100 vezes mais eficazes que os medicamentos actualmente utilizados na terapia fotodinâmica, possibilitando ainda um aumento de segurança e comodidade na sua aplicação. As patentes foram registadas a nível internacional para proteger esses compostos e o método de síntese industrial e foram agora distinguidas na primeira edição dos prémios INVENTA – Prémio Caixa | INPI, que visam distinguir e promover as melhores invenções de origem portuguesa em áreas estratégicas para o desenvolvimento da economia e da competitividade nacional. Estes galardões são uma iniciativa do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e da Caixa Geral de Depósitos.

O processo de protecção dos resultados atingidos na investigação em causa remonta a 2004, quando, ciente da importância social e económica dos mesmos, a UC procedeu ao respectivo pedido de patente e iniciou o processo de busca de parceiros interessados no seu potencial.

Em 2006, a Universidade e a Bluepharma, desde logo identificada como o parceiro com o perfil certo para este desafio, iniciaram um processo de valorização do conhecimento obtido. Em 2010, esta e outra patente a ela associada estiveram na base de um acordo de licenciamento de tecnologia e de financiamento com a Luzitin, empresa que lidera a próxima fase de desenvolvimento desta promissora investigação no âmbito do tratamento de diversos tipos de doenças oncológicas. O objectivo é que o desenvolvimento deste medicamento venha a contribuir para um aumento da esperança e da qualidade de vida dos doentes com cancro: a terapia fotodinâmica apresenta variadas vantagens, nomeadamente uma baixa toxicidade, uma acção dirigida e efeitos secundários reduzidos.

A patente “Nouveaux derives de porphyrine, notamment chlorines et/ou leurs applications en therapie photodynamique” foi vencedora entre 75 candidaturas recebidas pelo INVENTA – Prémio Caixa | INPI consideradas elegíveis. Entre os finalistas estavam patentes de várias universidades, mas também de empresas prestigiadas.

Miguel Dias Gonçalves

Gestor de Projetos na Divisão de Inovação e Transferências do Saber da Universidade de Coimbra

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28 Fevereiro 2011 | Miguel Dias Gonçalves