Gestão da Informação para ti também!

A Gestão da Informação lida com os activos de maior valor com que nos defrontamos nos dias de hoje. No entanto, a informação não é, em si, um bem transaccionável com relevância económica (embora muitos, o pretendam que seja!). Em especial, o contexto da sua utilização e o grau de conhecimento de quem explora a informação como se de um recurso se tratasse, é quem, de facto, determina o seu valor. É assim peculiar o cuidado necessário para assegurar que cada organização ou indivíduo possua a informação que necessita e, dessa forma, possa responder com eficácia (e se possível eficiência) aos problemas e desafios que lhe são colocados. Acresce que na actualidade, a quantidade e a complexidade da informação em circulação é enorme e o desafio não está em obter mais informação, mas sim em filtrar a que é de facto relevante e útil (grande parte é mesmo nociva e poderia ser melhor identificada como entropia).

Em consequência, é crescente o impacte do excesso de informação que faz com que a informação possa ser mais um problema que uma solução: a qualidade de informação; a sua complexidade e quantidade e a multiplicidade de formatos e canais torna a sua manipulação (processamento, armazenamento e comunicação) um desafio que tem sido acrescido pelo potencial do digital e dos crescentes dispositivos que nos rodeiam e que se juntam a computadores e redes. As questões de acesso, produção, partilha, difusão, organização e preservação da informação tem de ser repensadas segundo paradigmas que auxiliem ao uso distribuído e à organização em rede. Já não é mais possível pensar apenas numa perspectiva do indivíduo ou da organização, mas sim numa lógica de interacção – o que implica novos processos e novas formas de fazer as mesmas coisas que eram feitas e resolvidas de um modo mais tradicional.

Em consequência, também as questões associadas com a Gestão do Conhecimento ganham uma nova dimensão e constituem a extensão natural da arrumação proporcionada pela Gestão da Informação numa base mais digital, mais distribuída, mais interactiva e mais em tempo real como aquela que se deseja perante o novo quadro social, económico e tecnológico desta próxima década.

Pessoalmente, acredito no papel que a visualização da informação pode ter na forma como lidamos com a informação. A visualização da informação consiste na utilização de representações visuais e simbólicas para organizar a informação, permitindo integrar, relacionar, resumir ou até comparar grandes quantidades de informação e dados, de um modo rápido, fácil e assistido. O uso de meios visuais clássicos como gráficos ou infografias revelam parte do potencial que o uso de meios visuais pode proporcionar para partilha de informação ou para aprendizagem, entre outras actividades.

Mas, muitos mais são os desafios que se colocam para lidar com as questões actuais da Gestão da Informação. Mais fácil do que assumir aqui a sua enumeração é apresentar algumas perguntas que proporcionam avenidas de trabalho cuja exploração nos pode trazer grandes oportunidades, quer no âmbito nacional, quer internacional. De facto, estas são perguntas universais com que o ser humano se debate no contexto da sociedade da informação, do desenvolvimento sustentável e, claro, num mundo cada vez mais globalizado – o que é apaixonante e proporcionador de verdadeiras oportunidades de projecção da nossa capacidade científica, cultural e, por que não, económica!

Quais as competências que cada indivíduo tem de desenvolver para lidar com a informação? Como pode uma organizar se equipar para lidar com o excesso de informação? Como assegurar a preservação, segurança e qualidade da informação? Como conseguir partilhar informação? Como conseguir organizar e atribuir prioridades à informação para que esta possa ser acedida quando necessária? Como visualizar a informação? Como saber e procurar a informação de que necessitamos?

Conforme defende Rousseau, também eu acredito “(…) que quem não tem necessidade de nada possa amar alguma coisa: e não concebo que quem nada ame possa ser feliz”. Colabore, empreenda, experimente… está mais por fazer, do que o que está feito!

Por Luis Borges Gouveia (sigam-no pelo twitter)

Sérgio Santos

Programador no Bloco, importa revistas no departamento.co e organiza os Coimbra Startup Meetups.

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