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On (just) being cool

A pesquisa para este post levou-me, curiosamente, até Aristóteles, que abordou o tema na sua obra

A pesquisa para este post levou-me, curiosamente, até Aristóteles, que abordou o tema na sua obra Ética a Nicômaco.

Verdade?

Bom, é o que afirma Nick Southgate, que dá um curso sobre “How to be Cool?”, em Março, por umas modestas 30 libras (mais o bilhete de avião e a estadia em Londres, claro).
Pode-se tentar ser cool? E isso não será uncool?
A magna questão “O que é ser cool?” tem inquietado sucessivas gerações, e não falta literatura sobre o tema, como este caso:

Ou este seminal artigo do Gladwell, “The Coolhunt”:

Em que ficámos então?
Talvez o dilema possa ser resolvido recorrendo não a Aristóteles, mas a outro grande filósofo, Hommer Simpson:

Homer: So, I realized that being with my family is more important than being cool.
Bart: Dad, what you just said was powerfully uncool.
Homer: You know what the song says: “It’s hip to be square”*.
Lisa: That song is so lame.
Homer: So lame that it’s… cool?
Bart+Lisa: No.
Marge: Am I cool, kids?
Bart+Lisa: No.
Marge: Good. I’m glad. And that’s what makes me cool, not caring, right?
Bart+Lisa: No.
Marge: Well, how the hell do you be cool? I feel like we’ve tried everything here.
Homer: Wait, Marge. Maybe if you’re truly cool, you don’t need to be told you’re cool.
Bart: Well, sure you do.
Lisa: How else would you know?

E pronto. Para quem achar toda esta questão profundamente “uncool”, aí recomendo “O Livro dos Snobs”, de William M. Thackeray.


*A canção é “Hip to Be Square” do Huey Lewis and the News.

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20 Fevereiro 2010 | Carlos Cerqueira - IPN