Metro Mondego pondera expandir circuito ferroviário original

Empresas de Coimbra com  espaço para integrar projecto

Segundo Álvaro Maia Seco, presidente da Metro Mondego, «há espaço para todas as empresas» em torno do Sistema de Mobilidade do Mondego. «Nesta altura temos concursos em fase de implementação, desenvolvimento e alguns que vão ser lançados nos próximos meses e gostávamos muito de ter a participação de empresas de Coimbra, também para criar essa hipótese de desenvolvimento empresarial local», explicou o responsável.

O presidente da Metro Mondego reconhece que as empresas coimbrãs têm dificuldade em se impor enquanto empresas principais do projecto, mas podem dar um contributo importante de outras formas. «Podem ser subcontratadas ou ajudar em áreas específicas, como a energia ou a bilhética. O “know-how” da Critical Software possivelmente pode ser utilizado», exemplificou Álvaro Maia Seco.

Os concursos de Controlo/Comando e Sinalização (abertura para propostas a 22 de Janeiro), Sistemas e Redes de Telecomunicações (abertura em Março) e Sistema de Alimentação de Energia (já em curso) são os mais avançados. O concurso em torno do Sistema de Bilhética está mais atrasado, devendo arrancar em Maio. «São grandes empreitadas a nível tecnológico e qualquer destes concursos exige um investimento bastante acima dos 10 milhões de euros», recordou Álvaro Maia Seco.
O responsável da Metro Mondego falou ao Diário de Coimbra à margem de um debate e “networking” entre empresas promovido pelo Instituto Pedro Nunes, onde Álvaro Maia Seco apelou à participação dos empresários de Coimbra.

Passagem pelo Pólo II e ligação entre Coimbra B e Adémia são “eixos possíveis a médio prazo” e já estão a ser analisados. “Ambicionamos avançar com a expansão, mas tem que ser viável”, afirma Álvaro Maia Seco A empresa Metro Mondego já está no terreno a estudar possíveis expansões da primeira fase (concluída em 2012) e segunda fase (2014) do Sistema de Mobilidade do Mondego. «Temos realmente essa ambição e estamos a analisar possíveis expansões do sistema a médio e longo prazo, estudando por exemplo a viabilidade técnica», afirmou Álvaro Maia Seco, presidente da Metro Mondego, ao Diário de Coimbra.
«Há zonas que para já não estão incluídas no projecto, mas que podem justificar que sejam no futuro», referiu o responsável, dando o exemplo do Pólo II da Universidade de Coimbra como local de possível expansão. «Outro eixo possível é a ligação entre Coimbra B e Adémia. Foi a própria Câmara Municipal de Coimbra que solicitou à Metro Mondego que estudasse esta possibilidade», acrescentou Álvaro Maia Seco.

Os cerca de quarenta quilómetros de linha e mais de quarenta estações que envolvem o projecto original podem assim crescer para números ainda mais significativos. «Temos essa vontade e estamos a trabalhar esse aspecto com o conhecimento do presidente da Câmara Municipal de Coimbra, até por causa do próprio PDM, mas é uma questão que não depende só de nós», adiantou o responsável. «Depende muito do sucesso das duas fases previstas e do que as autarquias quiserem fazer deste projecto», fundamentou Álvaro Maia Seco, para logo recordar que «as expansões são um processo normal», como aconteceu por exemplo com o Metro do Porto.

O sucesso do projecto original e das expansões está dependente também de «questões ligadas ao ordenamento do território». «Em Portugal temos dificuldade em definir estratégias a 10 anos. Temos de assumir uma lógica de ordenamento de território diferente ou então vamos ter um grande serviço de qualidade que depois não é devidamente utilizado. É preciso levar investimentos públicos e privados, e novos moradores, para zonas onde vai ser criada esta mobilidade (sistema de metro)», defendeu Álvaro Maia Seco.

O projecto, que procura aumentar a coesão urbana entre o concelho de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo, implica um investimento superior a 439 milhões de euros. «Há muito dinheiro português e europeu envolvido, até para a realidade de Coimbra, e por isso temos a obrigação de rentabilizar», insistiu o presidente da Metro Mondego.

A iniciativa “Lanches à sexta”, um evento que acontece às primeiras sextas-feiras de cada mês, contou com a participação da jeKnowledge e da Acontrol, que divulgaram o seu trabalho. «O encontro de hoje [ontem] teve o objectivo de mostrar as potencialidades de cooperação entre o projecto da Metro Mondego e as empresas da região», contextualizou Carlos Cerqueira, director de inovação do IPN.

Fonte: Diário de Coimbra

Author: Carlos Cerqueira - IPN

Director de Inovação do Instituto Pedro Nunes

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